Cruel


Release
DE VOLTA AOS PALCOS CARIOCAS DEPOIS DE 5 ANOS, GIANECCHINI ESTREIA "CRUEL" NO TEATRO LEBLON AO LADO DE ERIK MARMO E MARIA MANOELLA
Texto de Strindberg, adaptado e dirigido por Elias Andreato, estreia no Rio depois de bem sucedida temporada paulista
Após fazer a novela "Guerra dos Sexos" Gianecchini encerra o jejum de 5 anos dos palcos cariocas interpretando a obra de um dos dramaturgos mais aclamados do teatro, August Strindberg, considerado um dos "pais" do teatro moderno. Adaptado a partir da obra "Os Credores", "Cruel" tem uma trama que mistura drama e suspense com personagens que mesclam ingenuidade, manipulação, egocentrismo e soberba.
Com direção de Elias Andreato além de Reynaldo Gianecchini, Erik Marmo e Maria Manoella no elenco, "Cruel", que tem sua história contada a partir de um perigoso triângulo amoroso, estreia dia 17/05 na sala Fernanda Montenegro do Teatro Leblon, onde se apresenta de quinta a domingo.
Na peça Gianecchini dá vida ao personagem Gustavo, um homem perspicaz e orgulhoso que, movido pelo sentimento de vingança, desenha os acontecimentos e os conduz à direção em que premedita. Encenado por Erik Marmo, Adolfo é um pintor inseguro, facilmente manipulado, mas sutilmente forte.
Casado com Tekla (Maria Manoella), uma bonita, sedutora e sagaz escritora, Adolfo cai na armadilha do egocêntrico e cruel Gustavo, ex-marido dela. Tekla, objeto de desejo dos dois (de formas diferentes), apesar de sua frieza e inteligência, é vitimada pela articulação mal intencionada de Gustavo.
Pondo em confronto dois homens e uma mulher, "Cruel" se passa em um único ambiente onde os três vivem uma espécie de jogo de manipulações psicológicas. "Esses ingredientes compõem um duelo magnetizante em jogo cênico dinâmico e surpreendente", afirma o diretor Elias Andreato que explica por que mudou o título original do espetáculo, "preferi 'Cruel' porque combina mais com a peça, com os personagens e com o autor, em relação à observação do cotidiano da alma humana".
Para Gianecchini, os três são personagens paradoxos, "eles são cheios de dualidade e complexidade. Falam uma coisa e pensam outra; fingem emoções. Também são muito ricos internamente", revela o ator.
Sobre a encenação o diretor comenta: "É teatro moderno.
Strindberg foi o primeiro autor a fazer teatro em uma sala escura, onde o espectador só vai assistir; espiar sua própria vida pelo buraco da fechadura. E para isso precisamos ser naturais, convencê-lo de que isso é verdade".
Com um texto atual e narrativa instigante, o espetáculo segue a principal característica de Strindberg no que diz respeito à predominância da violência psicológica.

Serviços
Teatro Leblon - Sala Fernanda Montenegro
Rua Conde Bernadotte, 26, Leblon (417 lugares)
Quinta a Sábado 21h, Domingo 18h.
Ingressos: R$ 60 (Qui e Sex), R$ 90 (Sab), R$ 80 (Dom)
Duração: 70 minutos
Classificação: 14 anos
Estreou dia 17de maio
Temporada: até 25 de agosto